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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Livro da semana

Bom dia caros leitores!!!!
Bem estava eu com a minha companheira de quase todas as noites a INSÔNIA, que por mais que eu tente não consigo vence-la, mais isso não vem ao caso. Vocês já perceberam que sempre é a noite que brota umas idéia legais? Eu tive uma dessa idéias essa noite entre um "enlatado americano" e uma partida de futebol no video-game. Toda semana vamos indicar um livro aqui no blog, como não somos críticos literários vou sempre tentar encontrar uma critica do livro, e que essa seja de uma fonte confiável é claro.
Quero inaugurar essa coluna com um livro que já faz algum tempo que procuro, é ate bom colocar ele aqui vai que pinta uma boa alma que tenha o livro e me empreste já que a verba de compra está tão baixa que só em sebos mesmo, mais vamos deixar de falatório, ai vai o livro "ERA UMA VEZ O AMOR MAS EU TIVE QUE MATÁ-LO de Efraim Medina Reyes (Colombiano). E um trecho da crítica que é assinada por Gabriela Mudado no site http://progamaaltofalante.uol.com.br





A música tem papel essencial durante todo o livro. Em alguns capítulos, o autor especula sobre a infância de Cobain e sobre o que teria passado pela cabeça do líder do Nirvana pouco antes de cometer suicídio. Fala sobre Sid Vicious e cita, entre tantos outros, Jim Morrison, Jimi Hendrix, Tom Waits e Miles Davis. A impressão que tive é a de que, se fosse uma música, o romance seria uma mistura de “Love will tear us apart”, do Joy Division, com “Stephanie Says”, do Velvet Underground (mesmo que as duas bandas nem sejam mencionadas).

O tema principal é o amor e, se tivesse que resumir em poucas linhas, eu diria que a história gira em torno de um cara que escreve porque está com uma baita dor-de-cotovelo. No entanto, esta descrição deixaria para trás os detalhes mais importantes que fazem o livro ser realmente interessante. Efraim fala de música, de mulheres, de literatura, de sexo, mas o mais importante mesmo é a maneira como ele trata da sua relação com o seu país, da influência norte-americana, da negação à própria cultura, da relação com o rock, das dificuldades de se viver em uma cidade sufocante, onde nada parece acontecer e todo mundo conhece todo mundo (qualquer semelhança com Belo Horizonte é mera coincidência).

O escritor abre o livro cheio de arrogância, com ares de machão, dizendo, logo na primeira página: “tenho olhos negros e fundos como buracos de escopeta prestes a disparar, boca sensual e um pau de vinte e cinco centímetros nos dias de calor. Não sou ejaculador precoce nem costumo ter mau hálito, gosto de cortar as unhas até sangrar, tenho marcas de acne no rosto e na bunda e o cheiro natural da minha pele é fascinante. Sou o cara certo para a trepada eficaz e inesquecível com que toda mulher sonha.”. O leitor mais atento, no entanto, será capaz de perceber que Efraim logo deixa cair, meio que sem querer, essa máscara e acaba revelando que aquilo só é a superfície e que, na verdade, trata-se de um cara sensível demais, que escreve porque tudo dói demais e que, ao contrário da grande maioria das pessoas, sabe muito bem que mentir para si mesmo é sempre a pior mentira, como diria Renato Russo.

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